Conto cada segundo que te afastas do meu corpo com a esperança que esses mesmos segundos te aproximem de mim. São milhares de segundos que passam depressa, tão depressa que a minha voz se perde nesta atmosfera inexistente de onde penso que ainda existe chão para correr até a ti.
Grito, pois não está acontecer nada, não estás a voltar e o meu corpo começa a ficar preso, a minha alma começa a sair de mim para te encontrar noutro mundo. As certezas não são precisas e a vontade de te agarrar de novo deixa-me sem folgo…sinto que me queres destruir com sofrimento segundo após segundo.
O teu silêncio é a arma que me golpeia, que me descasca a protecção. Só tu tens a poção de me manter vida ou de me deixar ir. O processo do esquecimento da fase um está a terminar, por isso, só quero que voltes. Preciso de ti para me transformares na tua raça que me faz ser forte e feliz. O mundo pode estar acabar à minha volta, mas se estiveres comigo não quero saber.
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