terça-feira, 25 de outubro de 2011

Quero-te Mãe...aqui

Ás vezes, sou engolida por pensamentos de acontecimentos anteriores que não tinham outra razão. Quando via a tua pele tão branca sem os traços das tuas veias, os teus lábios roxos só pensava que apenas precisavas de apanhar um pouco de sol, receber um pouco de vitaminas de sair desse estado incompreensível. Quando falava contigo e não respondias, pensava que estavas apenas a dormir. Mas agora vejo que todos esses sinais eu ignorei, não queria pensar no pior. O que é certo, é que não quis perceber, estava num estado de consciência ausente como a tu. Presságio da morte, foi tudo aquilo que não quis ter. O que não foi suficente para não acontecer. A última vez que abriste os olhos pensei que irias acordar e chamei por ti incessantemente, mas virei as costas. Quando voltei tinhas deixado de respirar. Senti o mundo a desabadar, cheguei perto e tu realmente já estavas lá. Em parte alguma e gritei por ti sem parar. Como que em poucos segundos deixámos de sentir a tua presença? E agora onde estás? Ainda não te encontrei em parte nenhuma. Quero-te mãe.

1 comentário:

Cristina disse...

Está onde tu estás...não vês, mas neste momento ela está sentada ao teu lado!