Sem título, 2010
É sobre o que acontece quando estás preso em ti, quando nada sai de dentro e ficas fechado na tua cabeça, fechado num espaço. E em cada momento começas a intorregar-te do tão vazio estás hoje ou do tão cheio das coisas de hoje, de ontem, de antes de ontem, até mesmo do passado ano recente.
Perdes-te num rosto estático sem feições ou expressões. Ficas igual de frente e de costas. Puxas o que te envolve sem respostas e o que sai de ti são fios de lã. São fios sem orientação. São ecos daquilo que fizeste há dois segundos atrás.
Perdes-te num pequeno espaço e te afastar do resto do mundo. Existe quem te acompanhe, quem te perceba 50% da tua solidão mental, daquilo que só tu sabes que vive na tua cabeça.
Lilith

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