sábado, 7 de agosto de 2010

Para sempre e mais um dia

Para sempre? Oh como eu queria que fosse para sempre e mais um dia. A amizade que tanto adorava e queria. Sinto-me ainda presa a ti. Por mais que vêm e vão pessoas, no fim és só tu que continuas aqui a fazer ruídos na memória, no pensamento. A roer-me silenciosamente. Gostava de saber se te esqueceste de mim. É que eu não esqueci, não consigo. Foram muitos dias, muitas horas, momentos bons e maus.

Sabes, faço retratos teus quando os meus olhos não piscam, quando eles se hipnotizam. Pareces tão real, nesta minha memória visual. Dou por mim a riscar o caderno e sai de lá a tua cara. Apetecia-me dedicar-te uma vez mais a música “Broken Wings” dos Flyleaf. Ela é só para ti. Mas foi pena, daquela vez não teres apanhado a mensagem, foste tão indiferente tão igualmente a mim.

Às vezes, não sei ser amigo - esta minha dupla personalidade - atrofia-me o esquema todo. Apesar de tudo, posso dizer que foste amigo, o meu único amigo, o meu verdadeiro amigo, o meu amigo do fim. E por isso agora, já não sei ser mais.

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Queria tanto curtir The Specials contigo em Paredes de Coura.

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