Sentada no comboio, viajo de costa. Passa-me pela cabeça:
Já pensei ser super-heroína com o intuito de salvar todos aqueles que gosto muito. Mas a ti não consegui salvar, apesar de gostar muito. Acabei por ajudar a desapareceres. Não sei. Senti que enfraqueceste-me os poderes, choquei com o mundo teu que não conhecia. Deste-me a outra face. Tentei proteger-te das influências e não me deste ouvidos. Deixaste-me num estado que não queria experimentar pois de repente, explode o poder maior. Fiquei azul, iluminada com uma luz branca, a minha voz ficou distrocida como de um monstro. Tinha-me tornado numa super-destruídora de sentimentos. Assustei-o para sempre. Hoje vejo, não há mundos como o meu que “no dia seguinte” tudo fica bem. Aparentemente.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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