
Dias estranhos encontram-me, perseguem-me sempre, no tempo de agora. Porque… Não consigo encontrar-te em ninguém. És único, diferente que até confundo-te comigo. Vejo tantas almas à minha volta, vagueam na noite pelas ruas estreitas de Lisboa. Procuram alimentar a gula de viver, antes que o mundo acabe. Movimentam-se sem parar, fazendo imenso barulho com conversas inúteis. Acabo por não perceber que língua se fala no meio de tanta gente, de tantas vozes. E só penso, tu eras a melhor pessoa que alguma vez conheci. Não te pedi, caíste do céu. Não quero estar junto destas pessoas, mas de ti. Todos os lugares tornavam-se interessantes.
Apesar de saborear a tua brutidão, continuo a gostar de ti. Faz falta, olhar para o lado e ver que lá estás. Sinto saudades da nossa língua.
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