domingo, 28 de junho de 2009

10 para as 11 da noite

Robert era um jovem de 19 anos dito normal, vivia com a mãe depois do pai ter abandonado a família.
Ele não fumava, nem bebia até que um dia a história muda. Apesar de estar sempre no seu mundo e por ser uma pessoa extasiante por tudo que via, meteu na cabeça que queria mudar. Começa por conviver com os amigos tentando enquadrar no famoso lema “Sexo, Drogas e Rock'n'roll". Mas neste caso, a música era outra. Passava os dias na ramboia até não puder mais.
Em casa, transforma o quarto deixando-o totalmente escuro, iluminado por luzes vermelhas posicionadas nos quatro cantos. Escorriam posters de filmes, fotografias chocantes, textos e frases revoltantes nas paredes. A cama sempre por fazer, pratos, chávenas de café espalhados e a música aos altos berros.
Robert chega a uma fase que começa a sentir-se completamente à parte do mundo que o rodeia, deixa de sair de casa, passava horas no quarto a ver filmes, inventando escritos na parede. Fumava como ninguém, enrolar um cigarro fumar, enrolar outro fumar, enrolar mais outro fumar. Um atrás de outro. Desaparecia e aparecia entre uma nuvem de fumo. Estava farto de tudo e só queria estar sozinho com as suas cenas. Dormia de dia, e ficava a noite toda acordado. Emagrece com esta vida.
10 para as 11 da noite, mãe de Robert chega a casa e entra no quarto e grita: “Robert!!! Não podes continuar assim, nesta vida.” E responde completamente passado : “Estou farto!! É isto que quero da minha vida, tens de respeitar e vou embora deste lugar!” A mãe fica sem reacção e Robert desata a destruir o quarto, arranca tudo que está nas paredes mete na mochila e sai de casa.
Passado anos, Robert continuava desaparecido, ninguém sabia do seu paradeiro ou se ainda estava vivo.

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