quinta-feira, 26 de março de 2009

Tua estrela


Não consigo ver a tua estrela, parece que vagueas sem rumo dentro de ti mesmo. Chão, parede o limite. Sei que não vale a pena lutares, se te sentes fechado, no limite. Grau zero, és o zero, teu reflexo, espelho sujo, casa suja, tecto a cair, a tua estrela não é esta. Quero somente ver quem tu és, não o que queres ser. Tu intelectualizas-me, inspiras-me com nada, mas não sei o porquê, a tua estrela. As tuas mentiras dão-me mais força, uma força de te descobrir, uma força de te lixar. Gosto e odeio. De ti só espero, sim do não. Não espero muito. Aqueles planos desfocados, aquelas imagens termidas, aqueles argumentos refutáveis é o que consigo ver. A tua estrela não pode ser esta.